Se sou cachoeira, somente um rio tem o deleite de apreciar minha tormenta, até que elas cessem naturalmente.
Se sou rio, apenas um dono de terra tem o direito de aproveitar-se de minhas águas para regar seu solo e torna-lo fértil.
Se sou terra receberei a semente do lavrador que tiver aquele olhar intenso e persistente ao me pegar em suas mãos, e mesmo me vendo escorrer entre seus dedos, regará e terá certeza que esta Terra dará ótimos frutos.
Se exagero é porque quero com clareza.
Se quero, não exagero, sublimo e espero.
Sou assim...
Mostro sempre a que vim.... e quem eu quero!
Glauce Dáfne
Glauce Dáfne

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