segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Já percebi que o mundo, da maioria das pessoas que se apaixonam, ficam cor de rosa, o meu fica verde. É, pode parecer estranho, mas ele fica da cor da natureza, fica até com cheiro de mato. É a paciência que está brotando, devagar, singela, enfim, do jeito que nasce uma planta. Mas nem sempre foi assim. A minha paixão era da cor vermelha, muito desmedida, um vulcão em erupção, que parecia querer tomar tudo a sua volta para ele. Mas a sabedoria vem com o tempo e com as experiências que a gente vive. Aprendi a não criar expectativas do que esteja fora de mim, pois o que está fora de mim, não está sob o meu controle. Aprendi a não criar expectativas sobre meus sentimentos, àqueles sentimentos formidáveis que acontecem quando se está apaixonada, vontade de abraçar, de apertar, de beijar, de fazer carinho, de mimar, é são eles, que aparecem sem pedir licença e tomam conta da gente, e quando dá vontade de realizá-los eu peço, é simplesmente, eu peço, mas como nem tudo que se pede se obtém, levo a certeza de que fui sincera com estes sentimentos gostosos, ai eu me abraço e cuido de mim ainda mais, porque isso é essencial para qualquer ser humano, amar-se. Minha paixão vai chegar na pontinha do galho...e vai ficar da cor vermelha, mas não aquela que citei acima, vai ficar da cor de uma cereja e vai ser muito bom saborear este fruto, da paciência!
Glauce Dáfne

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