quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sou a calma que anda e fala, sou a paz.
Quero o amor, uma cabana, o mar, quero mais.
Caminho tranquila nas calçadas,
ninguém sabe das minhas escolhas
eu mesma estou cá e lá, e vou mudar já
sem me contentar.

Sou a calma que anda e fala, sou a guerra.
Quero o que é teu, a tua alma, mas
aprendi a ter calma e por vezes lutar,
ninguém sabe das minhas dores
eu não pondero sobre meus amores
nem quero acertar.

Sou a calma que anda e fala, sou a alma.
Quero o que é meu, a liberdade,
jamais poderei aceitar uma condição
ninguém sabe dos meus sonhos,
mas eu saberei escolher meus cenários
e pintar.


Sou a calma que anda e fala, só.
Glauce Dáfne

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