Meus planos não são garantidos, preciso de metas.
As metas estão perdidas, preciso de setas.
As setas apontam ao meu umbigo.
Preciso de lupas, não vejo mais o meu umbigo,
enterrado numa praça qualquer, perdido.
Tão distante o passado e inexplicável,
overdose de pensamentos sem setas,
flechas de luz, relâmpagos e dias de sol, cura.
Sei que a cura está nos planos,
mesmo que não me assegure, está ali.
Vou lá no fundo descobrir, e vou só.
Glauce Dáfne
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